Publicado por: carolmujo | junho 23, 2009

Como descobri a dança

                     

O Ballet Nacional de Cuba interpretando Giselle

O Ballet Nacional de Cuba interpretando Giselle

         Há três meses, se eu tivesse ido a dois espetáculos de dança na minha vida toda, já seria muito. E eles foram tão pouco marcantes em minha trajetória, que eu não me recordo de nenhum deles. Foi então que eu me deparei com um desafio: precisar escrever (e cotar) semanalmente os espetáculos de dança em cartaz na cidade. Por ser uma total despreparada nesse mundo, o pânico em que me encontrei era compreensível.
          Comecei então a assistir às peças. Fui tomando gosto pela coisa e, cerca de quinze espetáculos depois, posso dizer que tenho prazer em ir ao teatro, ocupar uma cadeira e me deleitar com giros, saltos e quedas. Os de dança clássica são os meus favoritos, porém, diferentemente do que eu pensava, são os mais raros de acontecer. Fui ver o Ballet Nacional de Cuba interpretando o clássico Giselle. Não digo que foi a coisa mais bonita que eu já vi, mas posso dizer que chegou perto disso. A sincronia de passos, o cenário bucólico, a dramatização, o esforço dos bailarinos que não transparece.
          Entretanto, nem tudo foram flores nessa minha nova empreitada. Os espetáculos de dança contemporânea têm lá seu charme, mas são, em sua maioria, uma porcaria. São equipes despreparadas que beiram o escolar, bailarinos solos que pensam que passar uma hora desenhando em seu corpo pode ser considerado arte. Pode sim me faltar sensibilidade para compreender certas coisas, mas é claramente perceptível que muitos deles fazem essas dramatizações para si mesmos, sem pensar em uma platéia. As peças de improvisação costumam ser muito boas, mesmo que parecendo não ter muita preparação, o improviso se mostra espontâneo e fluido no palco. Companhias internacionais reconhecidas, como Pillobolus e Georges Momboye, exibem bailarinos atléticos e bem ensaiados; e mesmos as nacionais, com o Balé da Cidade de São Paulo, colorem os grandes palcos, a exemplo do Teatro Municipal.


Respostas

  1. Carol, legal seu relato da vida de jornalista: eu já trabalhei (brevemente) na 4 Rodas sem dirigir, pânico! Mas você tira de letra. Abs


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